O Ano Novo, na televisão do estado, começou mal e em “direto”.Conseguiu até a proeza de ser pior que a TVI! :-/
Televisão assim em 2011? Não, obrigada!
O Ano Novo, na televisão do estado, começou mal e em “direto”.
Alcântara e Belém, Lisboa, Janeiro 2010.
-
Depois de muito tempo, lá ganhei coragem para ir ver como ficou a Costa de Caparica, após o tão publicitado - e encalhado - Programa Polis.
À parte das melhorias na mata, com o fim das barracas, e do reforço dos paredões e das dunas, para que diabo serviram as restantes intervenções (para além de tentarem justificar os balúrdios despendidos)? 
Se já antes o dizia, agora quase me apetece gritar: o que raio fizeram da nossa Costa de Caparica?!
Parece eterno este seu triste estado de abandono...
E hoje um “descongestionou” a rua toda!...

Hoje foram-se as pessoas e as iluminações.
Ao lembrar os belos sabores da minha infância, veio-me à memória um lugar que já não existe: A Costa de Caparica que lhes serviu de cenário.
A minha Costa era esta: com um areal imenso, com muitos vestígios da terra piscatória e pequenas casas veraneantes.
Voltar à Costa agora já não é voltar à Costa. É visitar um lugar totalmente estranho.
E não há Polis que pague as memórias vivas que nos foram arrancadas.
.
Sempre que vou em passeio por aí gosto de voltar com uma lembrancita de onde vou estive. Seja uma louça de Alcobaça; seja uma flor pintada da Batalha…
Fica-me assim a ideia: Portugal está, hoje em dia, mais como embrulho do que como conteúdo.
A infância nunca nos abandona. De quando em vez irrompe pelo nosso presente adentro... Deixa-nos outra vez muito pequeninos.
Google Street View, Belém
Da terra até à água… e não ao contrário. Como faziam os barcos onde eu receava navegar.
Vila Real de Santo António, 2005
E terá sido certamente também este outro, que, em quentes ou frias noites, tantas vezes me espreitou à janela…

Sesimbra, 2007
A verdade é que, de quando em vez, também eu preciso de olhar o mar. Iluminado assim lá de longe.
.



Para lembrar os melhores - e mais saborosos - verões das nossas vidas.
Após tanto tempo ultrajado…
