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sábado, 26 de setembro de 2009

Coisas poucas – Imensos prazeres

Sou esta semana a feliz proprietária de dois maravilhosos bilhetinhos...

Um para ver e ouvir este Grande Senhor, o maior actor vivo do nosso teatro, que há muito não vejo de perto.
- Outro para ouvir e ver este grande mestre, recreador ideal do infinito mundo das emoções musicais.
-Parece coisa pouca. Mas, por estes dias, a simples antecipação de tais momentos faz-me esquecer outras misérias…
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sábado, 12 de setembro de 2009

Afinal foi o Milos que descobriu…

O grande segredo da longevidade de Oliveira...
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Não foi o Dr. Vasquinho, mas o bom vinho, que o fez aqui chegar!
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O regresso desejado

Finalmente o mestre volta onde sempre deveria estar.
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Muito triste é o país que obriga os melhores a hipotecar o seu valor…
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sábado, 29 de agosto de 2009

A alma do Número 8

Certo dia, já lá vão muitos anos, quase andei à pancada com um indivíduo na rua. Eu, habitualmente interventiva de palavra e não de punho, quase me descontrolei perante a estupidez chapada de um “cidadão” de Lisboa.
Tudo porque, enquanto um magnífico edifício se desmoronava, o dito ria às gargalhadas.
Nesse momento, confesso, o que o salvou do meu soco foi a sua postura de mosca. Uma tonta varejeira, voando à volta da carne podre. Como aqueles insectos que se acotovelam, para ver os atropelados. Homens ou animais moribundos, gemendo nas calçadas.
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Teorizem o que quiserem. As casas também têm alma.
Têm a alma de quem olhou um buraco no chão e viu uma janela aberta, com pessoas a espreitar. A alma do menino que corre nos corredores, atrás das saias da sua mãe. A alma dos infinitos amores, vividos em todos os cantos. Dos cheiros amargos e doces, vindos do fogão da cozinha. De todos os risos, choros, palavras e penas, suspensas entre as paredes.
As casas também choram.
Choram quando sabem que - muito por incúria dos homens - chegou a sua hora de morrer. Nos seus corredores vazios chora, em uivos, o vento. Nas suas empenas gemem as madeiras, já sem força para se agarrar.
Desespera a alma do menino, correndo ainda atrás da vida, que há muito se perdeu.
- Apesar da raiva e da tristeza, agora entendo o pobre que ri por ver ruir uma casa.
Sabe-lhe bem pensar que - ainda que só desta vez - não é a sua vida, a sua casa, ali espalhada e espalmada, contra as pedras da calçada.
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Notas de rodapé:
Todas as fotografias aqui publicadas - à excepção das da última “montagem” - foram tiradas por mim no final de Junho de 1991, dias antes da implosão do número 8 da Avenida Fontes Pereira de Melo.

Após 3 anos com as fotos à espera de um texto (que deveria ter sido o primeiro do blogue), hoje acordei com este na cabeça.
Esteja como estiver, foi como a minha alma o largou.
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domingo, 9 de agosto de 2009

Raul Solnado – Todos os grandes artistas deveriam ser homenageados assim

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A RTP soube, como poucas vezes, prestar a homenagem devida a um grande artista, ainda que apenas na hora da sua morte.
- Com uma grande reportagem na abertura do Telejornal (quase meia hora para alguém que não chuta uma bola!)…
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Com a oportuna exibição do seu último - e bom - trabalho.
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Só é pena não ter sido a tempo de o próprio ver.

E mais ainda que tão poucas vezes se lembrem de homenagear os grandes artistas assim!...

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sexta-feira, 3 de julho de 2009

segunda-feira, 4 de maio de 2009

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Inês & Pedro

Alcobaça, Janeiro 2009
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Nenhuma história mais triste, que a de Pedro e de sua Inês…
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quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Mentes secantes – Bons momentos televisivos


Espelho Falso, René Magritte, 1928
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Estar em casa com gripe tem destas coisas… Liga-se a televisão e fica-se estupefacta com a “exploraçãozinha” das pequenas e grandes desgraças humanas, dos programas portugueses de “entretenimento”.

Há “desprendidos” relatos de tragédias, ensaiados com “sentida” comiseração e decorados com “espontâneas” e penosas músicas de fundo.
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Decalcomania, René Magritte, 1966

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Há gente “brilhante”, que a única vez que sai do “maravilhoso” mundo de si mesma é para “escarafunchar” a desgraceira da vida do vizinho.

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Escada acima e escada abaixo, M.C. Escher, 1960

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É como andar às voltas atrás do próprio rabo, sem sequer se aperceber que nunca se chegará a lugar algum.

Como é bela a televisão em Portugal!

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domingo, 5 de outubro de 2008

Quente Outono

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Tudo me sabe melhor no Outono!..

Um bom livro; um bom filme; uma boa música…
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Os frutos da terra; as formas e luzes da Natureza; uma qualquer tela ou papel para se encher de cor...

A roupa mais quente; as coisas doces; a proximidade dos que mais amo.

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Sem dúvida. O Outono é a mais quente estação do ano!

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domingo, 28 de setembro de 2008

As Cinzas do Chiado - Exposição

No ano em que se recordam os 20 anos do incêndio do Chiado, uma excelente exposição – de Anabela Loureiro, no Museu da Cidade - revela as emoções da reconstrução.

Foram anos a construir o Chiado. Foram anos a reconstruir.
A destruir, foram apenas os segundos de uma chama provocada…

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sábado, 9 de agosto de 2008

08.08.08 – Número mágico

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Políticas à parte – e todas as atrocidades cometidas nas vésperas do evento – a abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim foi das coisas mais bonitas a que eu já assisti pela televisão.
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A cultura Asiática é, de facto, verdadeiramente mágica e esplendorosa!...

domingo, 13 de julho de 2008

A Sagrada Família de Gaudi


Em dez anos o templo de Gaudi deixou de ser uma gigantesca obra de arte ao relento para se tornar uma verdadeira catedral!...


De uma forma ou de outra, continua imperdível!

Junho na Barcelona de Gaudi

A mágica cidade de Gaudi revela-se ainda melhor - e bem mais fácil de visitar - durante o mês de Junho.

Tive o privilégio de -dez anos depois da primeira vez - visitar "La Pedrera" praticamente vazia.

Durante quase meia hora, a magia de Gaudi foi só minha!...

sábado, 17 de maio de 2008

Céu de Magritte


Faz este ano 10 anos desde
a última vez que vi Paris
(palavras de um filme que tanto gosto).
De repente deu-me uma saudade…
Do tanto que vi e vivi
naquela semana de 98,
o que mais recordo é o maravilhoso céu que
“emoldurava” a Torre Eiffel.



Um verdadeiro céu de Magritte.

Faltavam ainda 501 dias para o ano dois mil...
E eu ainda não voltei a ver – ou a sentir – o céu assim!

Seria da luz de Paris?...

sábado, 1 de março de 2008

O mestre Burton













Tim Burton e Helena Bohham Carter - Vivienne Westwood Photobook

Não pára de nos surpreender…
Assombrações destas são sempre bem vindas!