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domingo, 8 de novembro de 2009

Portugal de embrulho

Sempre que vou em passeio por aí gosto de voltar com uma lembrancita de onde vou estive. Seja uma louça de Alcobaça; seja uma flor pintada da Batalha…
Nas muitas lojas e lojecas, de terra em terra, o momento de embrulhar a “prenda” revela-se para mim uma surpresa: qual será desta vez o Portugal que me sai de embrulho?
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Se antes achava estes papelitos uma piroseira, hoje considero-os quase um desafio de memória: que Portugal é este, que há tanto não vejo?
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Fica-me assim a ideia: Portugal está, hoje em dia, mais como embrulho do que como conteúdo.
A imagem está lá. A realidade é vazia.
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Digo eu. Se calhar é só a mania mania do “antigo”…
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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Pelos caminhos de Camilo

Reprodução do Selo dos CTT, comemorativo do nascimento de Camilo (1925)
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Desta foi de vez: estive finalmente em Casa de Camilo.
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Camilo Castelo Branco é – e dificilmente deixará de ser – o meu romancista favorito (Eça é grande, Camilo é avassalador).
Quando, no liceu, quase todos se lamentavam da “estopada” do Amor de Perdição, eu lia-o todo - à janela - duma assentada.
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Era meu sonho antigo ir até à casa onde viveu e escreveu, uma grande parte da sua vida, ao lado de Ana Plácido.
- Acompanhados por um excelente guia, profundo conhecedor e amante da obra de Camilo, foi com enorme prazer que percorremos os corredores da sua simples casa (ainda que esta - à excepção do mobiliário - seja uma recriação da original, destruída num incêndio em 1915).
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Recordámos inúmeros capítulos da vida e obra de Camilo. Descobrimos os curiosos episódios que o nosso guia já viveu naquela casa. Entre os quais deliciosos momentos vividos ao lado de Manoel de Oliveira, aquando das filmagens do seu - meu preferido - “O Dia do Desespero”, em 1991-92.
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Deliciosos momentos, que fazem agora parte das minhas mais simpáticas recordações de viagem.
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É certo e sabido: tão breve quanto possível, regressarei à pequena e magnífica casa de Camilo e Ana Plácido.
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Portugal Especial XV

Gerês, Agosto 2009
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Um conselho aos visitantes: não vão em Agosto. Está insuportável de gente.
Um conselho às autoridades: tenham mais zelo pelo património arquitectónico.
Aqui a riqueza maior é a floresta. Mas sem qualidade nas casas e construções – não só nos Hotéis – não há qualidade nas gentes.
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Regresso ao luminoso Porto

Porto, Agosto de 2009
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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Eléctrico de Sintra – O regresso desejado

E não é que tive a sorte de me cruzar logo com ele!...
-Digam lá o que disserem – e apesar das muitas vicissitudes - nenhum outro transporte embeleza tanto a paisagem…
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15 de Agosto de 2009

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domingo, 9 de agosto de 2009

terça-feira, 4 de agosto de 2009

A insónia e o chocolate

Dizem os médicos que comer chocolate à noite tira o sono…
E então se, como eu, o comermos um pouco por todo o dia?
É que, por mais voltas que eu dê à coisa, não me escapo do vício… Nem de comer chocolates, nem de roubar horas às minhas noites de sono.
Mas, bem vistas as coisas, se eu não madrugasse, se não “insoniasse”, nunca seria quem sou.
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Porque as horas dos dias são tão poucas, ou apenas por ser quem sou, roubo a maioria das minhas ao sono.
Roubo-as para escrever, na escrita corrida do que vai na alma. Roubo-as para navegar nas páginas, por espaços e tempos que só assim posso ter. Roubo-as para visitar cidades e terras, com a magia que só têm logo assim que despertam, ou quando já estão a madrugar. Roubo-as para arrumar ideias e consolidar afectos, que ficariam como perdidos, no mar das horas que são roubadas à vida.
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Eu sou o que vejo, sinto e escrevo.
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Dizem os médicos que dormir pouco “queima” a memória...
Se é assim, porque raio me lembro melhor do que vivo nas horas que roubo ao sono?
Será dos maravilhosos chocolates que como durante todo o dia?
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domingo, 28 de junho de 2009

Crónicas de Paris VIII - Viagem no Tempo

É este o mapa de Paris em 1959 (ainda com os grandes Halles).
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É a cidade como o meu pai a viu pela primeira vez. Há exactamente 50 anos.-
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Crónicas de Paris VII – Os Halles perdidos

Também Paris – como Lisboa – perdeu estupidamente o seu principal mercado.

Ao contrário de Lisboa, Paris ainda não esqueceu…
-Paris - Saint-Eustache, Junho 2009
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